Mochilão
Diário do Mochilão, cheguei em Valparaíso

Diário do Mochilão, cheguei em Valparaíso

Desci do avião em Santiago e dei de cara com um McDonald’s! 

Se tem uma coisa que eu gosto nessa vida, é comer porcaria! Não pensei duas vezes e já pedi um combo de Mc. Olhei ao redor as pessoas no aeroporto, e fiquei tentando imaginar o que cada uma estava fazendo ali. Sempre me perco nesse tipo de pensamento.

Olhei pro chão, vi minhas mochilas ali – com as alças entre minhas pernas, só por segurança e desconfiança mesmo, e comecei a matutar qual seria minha estratégia para chegar no litoral chileno.

Terminei de comer, aproveitei para ir ao banheiro, que convenhamos, com duas mochilas pesando uns 16kg é sempre difícil. Saí do aeroporto e comecei a perguntar…

Como faço para sair do Aeroporto de Santiago e ir para Valparaíso?

Me explicaram que eu teria que comprar uma passagem de ônibus e descer na estação Pajaritos, para comprar minha passagem para Valparaíso.

Fui até o guichê da TurBus, comprei minha passagem e andei alguns metros até sair do aeroporto e chegar no lugar que o ônibus estava estacionado. Entrei nele, e fiquei de olho no painel para não perder a estação. Chegando em Santiago, foi indicado que a estação Pajaritos seria a próxima, confirmei com o motorista antes de descer, só por precaução. Era o lugar certo!

Desci, olhei para um lado, para outro, mas não estava entendendo onde eu estava. Fui até o guichê da TurBus e perguntei, me sinalizaram o lugar que o ônibus estava e que a passagem é comprada lá mesmo, direto com o motorista. Olhei umas 3 vezes o nome “Valparaíso” antes de perguntar se aquele era o ônibus que me levaria. Comprei a passagem e fui.

Com os olhos na janela, vendo a passagem sentido ao litoral, percebi que, eu não estava feliz.

Parecia que tudo o que eu tinha vivido, não era o suficiente para me fazer feliz. Parecia que minha felicidade estava no Atacama e lá tinha ficado. Resolvi ler um livro (coisa que eu nunca faço), para passar o tempo, o livro era o Pequeno Príncipe. A cada página, um tapa na minha cara.

Desci no terminal da cidade e coloquei o hostel no Google Maps, eu estava a 2,6km. Sem chance de ir à pé até lá! Eu estava muito cansada, era muito peso. Baixei o app da Uber enquanto eu andava na calçada, mas não sei o motivo, não conseguia cadastrar meu número do Chile.

Eu estava P da vida, e fui caminhando mesmo. A cidade de Valparaíso é muito parecida com São Paulo. Andando, olhando o comércio de rua nas calçadas, olhando para os prédios, até que comecei a subir a ladeira. Nossa, põe ladeira nisso! Uns pingos de chuvas caíram, mas logo cessaram, uma chuva áquela altura, era a cereja do bolo que faltava né.

Valparaíso parece que se divide em dois mundos. Em baixo, no seu centro, está aquela loucura, um mundaréu de gente, barulho. Encima, nos “cerros”, é tudo calmo, tranquilo e colorido, até o ar parece diferente. A cada casa, uma arte diferente, a cidade respira arte de rua! Em uma delas, havia um desenho do Pequeno Príncipe, na hora eu falei: OK UNIVERSO, ENTENDI O RECADO.

Depois de uns 45 minutos, finalmente cheguei no Hostel, onde eu vou passar os próximos 23 dias da minha história.

Quer saber como vai ser minha passagem pelo Litoral Chileno? Acompanhe tudinho na sessão Mochilão no blog.

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